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Glossário de termos de combustível

Atualizado em 26 de agosto de 2026

Os termos abaixo aparecem em conversa de posto, na etiqueta do Inmetro, no manual do proprietário e em qualquer discussão sobre consumo. Estão em ordem alfabética, com o significado prático de cada um e link para o guia que trata do assunto a fundo.

A

Aditivado. Combustível — gasolina ou etanol — com pacote extra de detergentes e dispersantes, que ajudam a manter bicos injetores e válvulas limpos. Não altera octanagem nem rendimento em km/l. Comparação completa no artigo sobre os tipos de gasolina e etanol.

Anidro. Ver Etanol anidro.

Arrasto aerodinâmico. A resistência do ar ao avanço do carro. Cresce com o quadrado da velocidade, e é o motivo de o consumo piorar em velocidade alta na estrada — ver consumo urbano e rodoviário.

Autonomia. Distância estimada que o carro percorre com um tanque cheio. Sai do consumo em km/l multiplicado pela capacidade do tanque, conta que a calculadora de consumo faz.

B

Batida de pino. Nome popular da detonação: o som metálico produzido quando parte da mistura se acende sozinha antes da chama chegar. Ver octanagem.

Bico injetor. Válvula que pulveriza o combustível na admissão ou direto no cilindro. Quanto tempo ele fica aberto a cada ciclo é um dos dois parâmetros que a central ajusta num carro flex.

C

Central eletrônica (ECU). O computador que gerencia o motor. Num flex, é ela que identifica o combustível e ajusta injeção e ignição — ver como funciona um motor flex.

Ciclo urbano / ciclo rodoviário. As duas sequências padronizadas de condução usadas no ensaio da etiqueta do Inmetro, uma simulando cidade e outra estrada. Origem dos dois números de km/l da etiqueta — ver etiqueta do Inmetro e consumo real.

Combustível de referência. Combustível de formulação padronizada usado em ensaios de laboratório, para que os testes sejam repetíveis. Não é necessariamente igual ao vendido no posto.

Custo por quilômetro. Preço do litro dividido pelo consumo em km/l. É o número que realmente decide entre etanol e gasolina — não o preço por litro. Calculado na calculadora de álcool ou gasolina.

D

Densidade energética. Ver Poder calorífico.

Detonação. Autoignição de parte da mistura antes de a frente de chama alcançá-la, gerando ondas de pressão que colidem dentro do cilindro. Danifica o motor quando repetida. Ver octanagem.

E

E seguido de número. Notação que indica o percentual de etanol num combustível — E100 é etanol puro, e a gasolina vendida no posto recebe uma notação correspondente ao percentual de anidro que a lei exige naquele momento, que muda por decisão do governo.

Etanol anidro. Etanol praticamente sem água, que não é vendido puro na bomba: é o que se mistura à gasolina por exigência legal antes de ela chegar ao posto.

Etanol hidratado. O etanol vendido na bomba própria, com um pequeno percentual de água na composição. É o "etanol comum" do dia a dia.

Etiqueta do PBEV. Ver PBEV.

F

Flex. Motor capaz de funcionar com gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois no mesmo tanque, ajustando-se sozinho. Ver como funciona um motor flex.

G

Gasolina A. A gasolina como sai da refinaria, sem etanol anidro. Não é vendida ao consumidor.

Gasolina C. A gasolina do posto: gasolina A mais o etanol anidro obrigatório. Quando se fala "gasolina comum" ou "premium" na bomba, é sempre gasolina C.

I

IAD (Índice Antidetonante). A média entre RON e MON, e a medida de octanagem usada no Brasil. É por isso que a mesma gasolina aparece com número menor aqui do que em material estrangeiro que cita RON — ver octanagem.

K

km/l. Quilômetros percorridos por litro consumido. O jeito certo de medir está no artigo sobre como medir consumo direito.

M

MON (Motor Octane Number). Octanagem medida em ensaio severo, com o motor mais exigido. Entra na média que forma o IAD.

O

Octanagem. Resistência do combustível à detonação. Não mede energia nem qualidade geral — ver octanagem.

P

Partida a frio. A primeira ligada com o motor gelado, situação em que o etanol tem mais dificuldade de vaporizar. Resolvida antigamente pelo tanquinho de gasolina e hoje pelo aquecimento do próprio combustível.

PBEV. Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro. Origem dos números de consumo da etiqueta afixada em carros novos — ver etiqueta do Inmetro e consumo real.

Poder calorífico. Energia liberada na queima de uma quantidade de combustível. É a razão física de o etanol render menos por litro — ver por que o etanol rende menos.

Ponto de ignição. O instante em que a vela solta a faísca, medido em graus antes de o pistão chegar ao topo. Adiantá-lo aumenta a eficiência e aproxima o motor da detonação.

Premium. Gasolina de octanagem mais alta que a comum. O que a define é a octanagem, não o aditivo.

R

Regra dos 70%. Atalho para decidir no posto: etanol compensa abaixo de 70% do preço da gasolina. É uma média da frota, não uma constante — ver a regra dos 70%.

RON (Research Octane Number). Octanagem medida em ensaio de condição mais branda. Sempre maior que o IAD do mesmo combustível.

S

Selo Conpet. Selo de eficiência energética que destaca, dentro de cada categoria da tabela do PBEV, os veículos mais econômicos.

Sensor de detonação. Sensor que "escuta" a vibração da detonação e faz a central atrasar o ponto de ignição para proteger o motor. É o motivo de octanagem baixa demais custar potência e consumo em silêncio, em vez de fazer barulho.

Sonda lambda. Sensor no escapamento que mede o oxigênio restante nos gases. Num carro flex, é a partir da leitura dele que a central deduz qual combustível está no tanque.

T

Tanquinho. Reservatório auxiliar de gasolina usado para a partida a frio nos primeiros carros flex. Substituído a partir de 2009 pelo aquecimento do combustível na galeria.

Taxa de compressão. Quanto a mistura é comprimida antes da queima. É fixa, definida pelas peças do motor — e num flex fica sempre num meio-termo, porque precisa servir aos dois combustíveis.

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